TEA

Acre é o estado com maior proporção de pessoas com autismo, aponta levantamento

Cerca de 1,6% da população possui diagnóstico do transtorno


De forma inédita, em 2022, o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) investigou informações sobre autismo. O recorte regional, mostra que o estado acreano possui o maior percentual de autismo, com 1,6% da população do estado com o diagnóstico. A pesquisa aponta que dos 830.018 habitantes, 13.224 pessoas vivem com transtorno do espectro autista (TEA).

Foto: Pedro Devani/Secom

A prevalência maior destes diagnósticos foi entre os homens, com 2,1%, ou seja, 8.703 homens declararam ter o diagnóstico do TEA, enquanto 1,1% das mulheres disseram conviver com o autismo.

Entre os grupos etários a prevalência de diagnóstico de autismo foi maior entre as crianças: 2,9% no grupo de 0 a 4 anos; 4,1% entre 5 e 9 anos e 2,7% entre 10 e 14 anos. Esses percentuais representam, ao todo, 7.231 crianças e jovens de 0 a 14 anos com autismo. Nos demais grupos etários, os percentuais oscilam entre 0,8% e 1%.

Em 2022, o Acre contava com cerca de 230.833 estudantes de 6 anos ou mais de idade. Dentro deste universo, segundo a pesquisa, aproximadamente 5,8 mil foram identificados como tendo diagnóstico de autismo, o que corresponde a 2,5% do total de estudantes de 6 anos ou mais de idade do estado. Este percentual é superior à proporção de pessoas com diagnóstico de autismo na população geral de 13.224 (1,6%), resultado condizente com a prevalência maior do diagnóstico entre a população em idade escolar, especialmente entre os mais jovens.

Outro dado importante do levantamento é com relação à escolarização, que na população com autismo chegou a 36,9%, sendo superior à observada na população geral, que ficou em 30,9%. O Acre contava ainda com 11.189 estudantes indígenas de 6 anos ou mais de idade, dos quais 92 declararam diagnóstico de autismo, correspondendo a 0,8% do total.

Diante deste cenário, o governador do Estado, Gladson Camelí, destaca a importância dos dados para a formulação de políticas públicas para esse público, que é tão expressivo no estado. Para ele, esses números embasam e reforçam medidas que têm tomado ao longo de sua gestão.

“Sem esses números não tem como a gente dimensionar e pensar em políticas públicas para atender seja qual for a demanda. Então, esses dados nos ajudam a analisar esse cenário e pensar na hora de tomar decisões que realmente impactem a vida das pessoas e melhorem o acesso delas à educação e a tudo aquilo que o Estado democrático de direito precisa garantir a todo e qualquer cidadão”, destaca.

 

Fonte: Agências de Notícias do Acre