O setor de serviços do Acre fechou junho com crescimento de 3% em relação a maio, alcançando o segundo melhor resultado entre os estados brasileiros nessa comparação. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foto: Jardy Lopes
O desempenho do estado ficou atrás somente do Amapá, que teve expansão de 3,1%. Rondônia apresentou o terceiro maior crescimento entre os estados, com avanço de 2,6%. No mesmo período, o volume de serviços em todo o país permaneceu estável, sem variação percentual.
Crescimento anual chega a 19,2%
O resultado do Acre ganha ainda mais destaque quando considerado o período de 12 meses. Na comparação entre junho de 2026 e o mesmo mês de 2025, o volume de serviços no estado aumentou 19,2%, novamente ocupando a segunda posição nacional.
O maior crescimento nessa base de comparação foi registrado por Alagoas, com 34,1%. Depois do Acre, aparecem Sergipe, com 8,1%, e Rondônia, com 6,1%.
A expansão acreana também ficou distante do desempenho registrado pelo setor no país. Em âmbito nacional, os serviços cresceram 2% na comparação com junho de 2025. Esse foi o 27º resultado positivo consecutivo do setor nessa comparação.
Estado volta ao resultado positivo no acumulado
O levantamento do IBGE também mostra uma mudança no comportamento do setor acreano no acumulado de 2026.
Entre janeiro e junho, o volume de serviços do estado registrou alta de 0,7% frente ao mesmo intervalo do ano passado. Com o resultado, o indicador acumulado deixou para trás o desempenho negativo apresentado nos primeiros meses do ano.
Considerando os 12 meses encerrados em junho, o setor de serviços do Acre também ficou no campo positivo, com crescimento de 0,9%.
No país, a expansão acumulada no primeiro semestre foi de 2%. Já no período de 12 meses, o avanço chegou a 2,6%, mantendo o mesmo ritmo observado em maio.
Brasil mantém estabilidade em junho
Em nível nacional, o volume de serviços não apresentou crescimento nem retração em junho. O resultado veio depois de uma queda de 0,2% registrada em maio.
Mesmo com a estabilidade no mês, o setor brasileiro permaneceu 19,9% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, período anterior à pandemia. O resultado, por outro lado, ficou 0,3% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025.
Na comparação anual, o setor avançou 2%, enquanto o acumulado do primeiro semestre apresentou a mesma taxa de crescimento.
Entre as cinco atividades acompanhadas pela pesquisa, quatro tiveram desempenho negativo em junho. O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares caiu 1,4%; outros serviços recuaram 2,2%; serviços prestados às famílias tiveram redução de 1,2%; e transportes registraram queda de 0,1%.
A exceção foi o segmento de informação e comunicação, que cresceu 1,8% no mês. Foi o terceiro avanço consecutivo da atividade, que acumulou alta de 3% nos últimos três meses.