O Brasil viveu um momento histórico no fisiculturismo neste sábado (11), em Las Vegas-EUA. Ramon Dino, conhecido como o “Dinossauro Acreano”, conquistou o título da Classic Physique no Mr. Olympia 2025 e tornou-se o primeiro homem brasileiro a vencer a prestigiada competição, considerada a “Copa do Mundo” do fisiculturismo. Com o feito, o atleta faturou o prêmio de 100 mil dólares, o equivalente a cerca de R$ 552 mil.

O pódio foi completado pelo alemão Mike Sommerfeld, que ficou em segundo lugar, e pelo norte-americano Terrence Ruffin, (Ruff Diesel), na terceira posição. Josema Muñoz e Niall Darwen fecharam o Top 5 da categoria.
Desempenho impecável nas prévias e domínio nas finais
Nas prévias realizadas na manhã do mesmo dia, Ramon já havia impressionado o corpo de jurados com sua apresentação. Encerrando o pré-julgamento no centro do palco, o brasileiro dividiu os holofotes com Sommerfeld e Ruffin, demonstrando excelente simetria e presença cênica.
Com o favoritismo consolidado, o trio voltou ao palco para as finais à noite. Durante os confrontos diretos, Ramon manteve-se firme no call-out principal, mostrando uma estrutura física equilibrada e destaque absoluto nas poses de costas — um dos pontos mais elogiados pelos especialistas. O desempenho sólido confirmou o título inédito para o atleta do Acre.
Conquista histórica para o Brasil
O troféu de Ramon Dino marca a primeira vitória masculina do Brasil no Mr. Olympia. Até então, o país havia conquistado 14 títulos com representantes femininas — número que já inclui as três medalhas de ouro desta edição, com Natália Coelho (Women’s Physique) e Eduarda Bezerra (Wellness). A conquista de Dino consolida o nome do Brasil também entre os maiores do fisiculturismo masculino mundial.
Trajetória de superação
Aos 30 anos, Ramon Rocha Queiroz, o Ramon Dino, nasceu em Rio Branco (AC) e cresceu em uma região periférica da capital acreana. Antes de se dedicar ao fisiculturismo, era praticante de calistenia, modalidade que utiliza o peso do próprio corpo nos treinos.
Dino iniciou sua carreira no fisiculturismo em 2016 e conquistou o cartão profissional apenas dois anos depois, em 2018. No entanto, foi a partir de 2021 que passou a competir nos principais palcos do mundo, garantindo sua primeira qualificação para o Mr. Olympia — caminho que, quatro anos depois, culminou na consagração máxima da Classic Physique.