JUDICIÁRIO

MP do Rio pede retorno de Bruno ao regime fechado após supostas violações na condicional

Atuação pelo Vasco-AC e presença em jogo no Maracanã são citadas em manifestação assinada por promotora


O Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou à Justiça o retorno do goleiro Bruno Fernandes ao regime fechado, apontando descumprimento das condições impostas no livramento condicional. A manifestação foi protocolada dias atrás e é assinada pela promotora de Justiça Danielle Caputi Paiva.

Foto: Sueli Rodrigues

De acordo com a petição, ao longo de três anos o ex-atleta não teria observado integralmente as determinações previstas no benefício concedido pela Justiça. Bruno cumpre pena de 22 anos pelo assassinato da modelo Eliza Samudio e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023. Antes disso, havia progredido ao regime semiaberto em 2019.

Entre os pontos mencionados pelo Ministério Público está a participação do goleiro em partida pelo Vasco-AC, no Acre, pela Copa do Brasil, no dia 19 de fevereiro. Conforme divulgado pelo jornal O Globo, poucos dias antes, em 11 de fevereiro, Bruno compareceu ao Conselho Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro para formalizar o livramento condicional e assumir os compromissos exigidos pela Justiça.

No termo assinado, segundo O Globo, ele se comprometeu a não deixar o estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial prévia, além de cumprir outras obrigações. Ainda assim, posteriormente anunciou que atuaria pela equipe acreana. A promotora também destacou que o goleiro não informou à Justiça endereço fixo nem atividade profissional permanente.

Outro fato citado na manifestação é a presença de Bruno em uma partida do Flamengo no Maracanã, no início de fevereiro, apesar das restrições relacionadas a saídas em período noturno. Diante das supostas irregularidades, o Ministério Público requereu que o benefício seja revogado e que o condenado retorne ao regime fechado.