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Estiagem leva Rio Branco a decretar emergência e prevê ações para garantir abastecimento de água

Medida vale por 180 dias, mobiliza órgãos municipais e permite contratações emergenciais para atender comunidades afetadas pela redução dos recursos hídricos


A Prefeitura de Rio Branco poderá mobilizar toda a estrutura da administração municipal para enfrentar os efeitos da estiagem que atinge o município. A autorização está prevista no Decreto nº 1.614, publicado nesta terça-feira (11), no Diário Oficial do Estado, que reconhece situação de emergência nas áreas afetadas pela redução da disponibilidade hídrica.

Foto: Reprodução/MPAC

O decreto terá validade inicial de 180 dias, contados a partir da publicação, e poderá ser prorrogado caso as condições que provocaram a emergência permaneçam.

Entre as primeiras medidas previstas está o reforço no fornecimento de água potável às populações atingidas. Levantamentos técnicos apontam aumento da necessidade de abastecimento por meio de caminhões-pipa, enquanto comunidades afetadas apresentam maior vulnerabilidade diante da escassez.

A situação foi classificada como desastre pelo código COBRADE 1.4.1.1.0. Conforme o documento, a diminuição da oferta de água já interfere no consumo humano, na dessedentação dos animais e em atividades produtivas.

Comunidades rurais estão entre as áreas mais afetadas

Os efeitos da estiagem são apontados principalmente sobre comunidades rurais, agricultura familiar, pecuária e pesca artesanal. A redução dos recursos hídricos também pode comprometer o funcionamento de escolas rurais, unidades de saúde e outros serviços públicos considerados essenciais.

O cenário está relacionado à diminuição das chuvas, à queda do nível do Rio Acre e ao secamento de igarapés, nascentes, poços e pequenos reservatórios.

Segundo o decreto, os impactos provocados pelo período de estiagem ultrapassam a capacidade habitual de resposta da Prefeitura. Por isso, o município considera necessário contar com apoio complementar dos governos estadual e federal.

Defesa Civil coordena resposta

A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil será responsável por organizar as ações destinadas ao enfrentamento do desastre. Todos os órgãos e entidades da administração municipal poderão ser convocados para atuar nas medidas de resposta, assistência humanitária, recuperação das áreas atingidas e restabelecimento dos serviços essenciais.

O decreto estabelece como prioridades:

  • garantir o fornecimento emergencial de água potável às comunidades afetadas;
  • prestar assistência humanitária às famílias atingidas;
  • apoiar atividades agropecuárias e os meios de subsistência da população rural;
  • assegurar o funcionamento de escolas e unidades de saúde;
  • reforçar a proteção da saúde pública e a vigilância epidemiológica;
  • acompanhar continuamente a evolução da estiagem.

Prefeitura poderá fazer contratações diretas

A declaração de emergência também permite ao município realizar contratação direta de bens, serviços e obras considerados indispensáveis para enfrentar a situação.

Essas contratações deverão seguir as exigências estabelecidas pela legislação e ficar restritas ao período e às necessidades relacionadas à emergência.

Além disso, a Defesa Civil deverá registrar a ocorrência no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). O município também deverá preparar a documentação necessária para solicitar ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional o reconhecimento federal da situação de emergência.

O decreto passou a produzir efeitos na data de sua publicação e estabelece inicialmente 180 dias de vigência para as medidas destinadas ao enfrentamento da estiagem em Rio Branco.