Os registros de lesão corporal seguida de morte apresentaram forte retração no Acre em 2025. De acordo com dados divulgados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), o estado contabilizou apenas uma vítima ao longo do ano, contra três ocorrências registradas em 2024, o que representa uma redução de 66,67%.

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Com esse resultado, o Acre passou a registrar 0,11 vítima por 100 mil habitantes, índice inferior ao observado no ano anterior, quando a taxa era de 0,34. O desempenho colocou o estado entre os menores indicadores do país e o posicionou com a menor taxa da Região Norte, empatado com Rondônia.
Na comparação regional, o Acre apresentou um cenário mais favorável que outros estados nortistas. As taxas registradas ficaram abaixo das verificadas no Amazonas (0,32 por 100 mil habitantes), Pará (0,37) e Tocantins (0,25). A diferença é ainda mais significativa em relação aos maiores índices da região, registrados por Roraima (1,08) e Amapá (0,74).
O levantamento também revela que a redução observada no Acre foi uma das mais expressivas entre os estados da Região Norte. O percentual de queda foi igual ao registrado por Rondônia, enquanto, no conjunto da região, o número de vítimas passou de 82 para 67, representando uma diminuição de 18,29% entre 2024 e 2025.
Outro dado apresentado pelo Sinesp diz respeito ao perfil das vítimas. No Acre, o único caso contabilizado em 2025 teve como vítima um homem. Durante todo o período analisado, não houve registros envolvendo mulheres nem ocorrências sem identificação do sexo da vítima.
O comportamento observado no estado acompanha a tendência nacional. Em todo o Brasil, os homens concentraram 91,61% das vítimas desse tipo de crime em 2025, com 590 registros, enquanto as mulheres responderam por 53 casos, o equivalente a 8,23% do total.
No cenário brasileiro, os indicadores também apontaram redução. O país encerrou 2025 com 644 vítimas de lesão corporal seguida de morte, frente às 770 registradas em 2024, uma diminuição de 16,36%.
A série histórica do Sinesp mostra ainda que, desde 2020, o número de vítimas no Brasil recuou de 685 para 644 casos. No mesmo período, a taxa nacional passou de 0,33 para 0,30 vítima por 100 mil habitantes, indicando redução gradual desse tipo de ocorrência em âmbito nacional.