SEGURANÇA

Forças de segurança do Acre fazem operação em unidades prisionais de Rio Branco

O coordenador do Gaeco, promotor de justiça Bernardo Albano, ressaltou que o cumprimento de novos mandados contra pessoas privadas de liberdade pode gerar consequências penais adicionais


Uma nova etapa da Operação Casa Maior resultou no cumprimento de 23 mandados de prisão contra pessoas que já se encontravam custodiadas em unidades prisionais de Rio Branco. A ação ocorreu nessa quinta-feira (15) e integra uma ofensiva conjunta da Polícia Civil do Acre (PCAC) e do Ministério Público do Estado (MPAC) para o enfrentamento ao crime organizado dentro do sistema penitenciário.

 Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

A operação é coordenada, no âmbito da Polícia Civil, pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e executada pelas equipes da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Os trabalhos contam ainda com o apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPAC, e, nesta fase, do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), por meio da Polícia Penal, além do Gefron, Ciopaer e do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

O presidente em exercício do Iapen, Maycon Mendonça, destacou que o órgão tem atuado de forma integrada para garantir a execução das ordens judiciais. “Estamos com todo o aparato de segurança que o Estado do Acre pode proporcionar para que o cumprimento desses mandados seja realizado dentro da normalidade, garantindo o sucesso da operação”, afirmou.

De acordo com o delegado Saulo José Macedo, da Polícia Civil, responsável pela coordenação da operação, os alvos são indivíduos já identificados há anos como lideranças de organizações criminosas. “Já são lideranças identificadas de organizações criminosas há alguns anos e estão sendo cumpridas as determinações judiciais relacionadas à prisão preventiva. Fatos estão sendo apurados, a investigação está se encerrando e logo mais ela será apresentada para o Judiciário”, explicou.

O coordenador do Gaeco, promotor de justiça Bernardo Albano, ressaltou que o cumprimento de novos mandados contra pessoas privadas de liberdade pode gerar consequências penais adicionais. Segundo ele, as ordens judiciais foram deferidas a partir de novas evidências que indicam posições de liderança e atuação estruturada em organizações criminosas. “Isso pode resultar em aumento de pena dessas pessoas, estejam elas em prisão definitiva, já em cumprimento de pena, ou em prisão provisória”, concluiu.